Sábado, 19 de Janeiro de 2013

I hate myself for losing you - cap.19

Olá Olá ! Aqui está mais uma capítulo, nada de mais neste capítulo se vai passar mas aqui ele está. Talvez amanhã poste o 20º capítulo porque esse parece ser bom. 
Espero que gostem ... beijinhos e bom fim-de-semana ♥




19º Capítulo
[Bill a narrar]
Seguimos para o elevador, ninguém falava. Ana continuava ao meu lado, já Tom olhava-me, notava-se que estava feliz. O elevador parou e saímos ficando assim à entrada da Maternidade. 
- É bom ver-te pequena. – disse Tom agarrando-a, senti uma pitada de ciúmes, ela abraçou-o e depositou um beijo na bochecha dele, sorrindo-lhe de seguida.
- Tive saudades tuas, muitas ! – exclamou continuando agarrada a ele. 
De seguida, saiu dos braços de Tom e olhou Maggie que se encontrava com o olhar fixo ao chão. 
- Também senti muito a tua falta, ouviste? 
Não teve outra resposta senão um abraço caloroso acompanhado por lágrimas. 
Estava feliz por voltar a ver-nos todos juntos embora ainda não fosse da forma que eu queria mas assim já era mais que bom.
- Fazes-me tanta falta, fica comigo por favor – Maggie pedia chorando juntamente com Ana.
- Bill diz que me amas e que ficas comigo, diz! – Tom abraçava-me agora e pronto para gozar com a situação, limitei-me a rir e a abraçá-lo.
Elas olhavam para Tom com um olhar que significava que ele devia mesmo parar ou então morria. 
Ao aperceber-se da fúria no olhar da esposa, ergueu as mãos como um sinal de rendição e proferiu num tom baixo para mim:
- Mano como estão as coisas? 
- Estão melhores mas ainda há muito a dizer, mas fico feliz por ter-mos conseguido falar um com o outro sem discutir ou acusar disto ou aquilo. – confessei continuando com o meu olhar preso nela.
- O problema continua a ser a outra não é? Conta-lhe Bill é o melhor que tens a fazer...
Sabia que Tom estava sempre ao meu lado embora a minha decisão fosse a menos apoiada por ele. Não poderia contar, se o fizesse tinha a certeza de que as coisas iam ficar muito mas muito piores. 
- Vamos almoçar, querem vir? – perguntou Maggie.
- Achas que só tu e ela é que merecem almoçar? Que eu saiba duas belezas como nós não se alimentam de ar e vento. – exclamou Tom muito indignado.

 

 

música: Tokio Hotel- durch den monsun
publicado por nobody tavares às 18:50
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Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2013

I hate myself for losing you - cap.16, 17 e 18

Antes de mais nada as minhas imensas desculpas por estes quase quatro meses de ausência. A preguiça e a falta de imaginação estiveram bastante presentes mas agora que tenho a fic acabada, sim eu acabei esta fic, vou pensar em agendar os posts e assim vou postando. Ainda há muitos capítulos e assim que eu acabei a fic pensei numa segunda temporada mas não sei, depois lá para o fim vê-se.
Como podem ver o blog está modificado, *cof,*cof, reparem... foi a •Smartie quem adaptou este layout do blogskins e assim que eu vi adorei. 
Vou deixar aqui três capítulos pois talvez compense o tempo em que não postei. Há bastantes novidades... espero que gostem ♥




16º Capítulo
[Bill a narrar] 
Jantamos em silêncio, o ambiente estava estranho, Tom olhava para a sua esposa mas já esta ignorava e focava o olhar na comida. Depois de jantarmos Maggie subiu as escadas e foi para o quarto, ficando eu e Tom na cozinha a limpar. 
- Exageras-te não achas? – disse por fim ao meu irmão.
- Ela parece que te prefere, como é que queres que eu fique seu parvo? 
- Tom ela ama-te e apenas disse aquilo para te espicaçar, tu é que és um ciumento! – exclamei atirando-lhe o pano.
Começamo-nos a rir, aproveitamos e sentamo-nos a tomar um café, falávamos sobre coisas banais, a loja, a Franzisca que estava quase a nascer, a minha mudança, tinha também contado tudo sobre a noite passada, a conversa com Ana. 
- Fiquei muito triste com a conversa que tivemos, eu amo-a muito Tom mas sinto que ela já não acredita em mim, ela quer-me fazer sofrer. – desabafei levando a chávena de café quente à boca.
- Fala com ela, com calma de preferência. Porque não a convidas para jantar na tua casa? Era uma excelente ideia ...
- Não sei, eu quero tanto estar com ela, mas ela não vai aceitar vai dizer logo que não. 
- Ainda nem sequer falas-te com ela, vá liga-lhe! – ordenou pegando no meu telemóvel e marcando o número dela.
- O bom de tudo é que ao menos consegui o número dela no telemóvel da Karol! – disse rindo-me, esperando que Ana atendesse o telemóvel.
Tentei mas ela não atendia, já sabia que ela não iria aceitar ou então que não iria atender. 
- Eu sabia, das duas uma, ou não atendia ou não aceitava.
- E já paraste para pensar se ela está ocupada? – dizia Tom tentando chamar à realidade.
Consenti. Estivemos mais um pouco na cozinha até que já eram horas para eu ir para casa, e assim fui.
Chegado a casa, sentei-me no sofá a pensar se haveria de tentar mais uma vez. Não perdia nada. 
Mais uma vez, marquei o número dela e esperei que ela atendesse o que desta vez aconteceu mesmo.
- Sim ? 
- Olá Ana, é o Bill, como estás? – Perguntei-lhe, queria ser o mais simpático possível.
- Estou bem e tu?- falava com um tom de voz calmo.
- Também, eu estava a ligar-te para fazer-te um convite... mas também para pedir desculpas do modo como falei contigo ontem. – Admiti.
- Ultimamente acho que a coisa que mais tens feito é andar atrás de mim a pedir desculpas...- deu-se um breve silêncio- ...mas diz lá, o que queres?
Pensava no que haveria de dizer, temia que ela não aceitasse, caso o fizesse não sabia o que haveria de fazer de tamanha felicidade que iria sentir.
- Quero convidar-te para jantar. – acabei por dizer, sem acrescentar pormenores.
- Jantar, contigo? Bill tu tens namorada e mesmo que não tivesses eu não iria jantar contigo. Tudo o que eu mais quero de ti é distância! 
Aquelas palavras foram como um copo de água fria sobre mim. Quero resolver tudo mas parece impossível.
- Mas é apenas um jantar Ana, nada demais. Será pedir muito que me desculpes embora eu não saiba mesmo o motivo para tu estares assim comigo? 
E ela tinha desligado a chamada. Mais uma vez as minhas esperanças foram por água abaixo, não valia de nada tentar mais uma vez ela não atenderia ou se o fizesse continuava a recusar-se. 
Bebi mais um copo de whisky e pensava para mim mesmo em mil e uma maneiras para ver-me livre de Karol mas chegava à conclusão de que não iria conseguir. 
Só pairava uma única pessoa na minha cabeça e essa pessoa era ela, farei de tudo para a manter ao meu lado sem nunca mais a perder de vista.
O relógio marcava as três da manhã, o sono, esse nem ver. Amanhã teria o dia de folga poderia dormir, ao menos não ficava no sofá sentado a olhar quatro paredes brancas e a enlouquecer. 
Caminhei para o quarto e da maneira que estava vestido assim deitei-me e deixei-me dormir. 
17º Capítulo
[Ana a narrar]
 
Não tinha dormido grande coisa, era ainda tão cedo e já encontrava-me no sofá com uma chávena de café quente nas minhas mãos. Pensava nele, nela e nos outros. Tinha saudades de tudo o que deixei para trás, gostava de poder voltar a ter tudo de volta mas as coisas mudaram completamente. 
Foi um erro ir embora mas foi uma forma de crescer um pouco mais e ver que as promessas não duram sempre. Eu confiava nela e ela traíu-me, ela sabia bem que era ele, era aquele que em tempos fez-me feliz, prometeu-me mil e uma coisas e hoje, é dela. Era estranho vê-los juntos.
Nevava e fazia bastante frio, as ruas estavam cobertas de branco podia ver da varanda, não iria à Faculdade hoje. Tudo o que me apetecia fazer era ficar de pijama e dormir, não pensar nos problemas. 
Liguei a televisão e comecei a fazer zapping com mais uma caneca de café nas minhas mãos. Estava bastante frio, nada de anormal nesta época do ano, Inverno. 
Lembrava-me agora de como costumava passar dias assim junto dele, o frio parecia não existir, tínhamo-nos um ao outro e apenas isso importava. Tinha mensagens no telemóvel, pensei que fossem de Bill mas não, eram de Karol. A falsidade já enjoava-me, como é que ela conseguia agir normalmente depois de tudo, limitei-me a não responder tudo o que eu menos queria era que ela aparecesse por aqui.
As horas passavam e continuava com sono mas não conseguia dormir, entretia-me a olhar a televisão ou a dar uma vista de olhos sobre os livros de anatomia. Tinha uma vontade enorme em pegar no telemóvel e ouvir a voz dele mas não ía ceder, se ao menos tivesse a minha melhor amiga ao meu lado, mas até isso deixei e agora não sei o que fazer para reatar os laços com ela.
A noite finalmente chegou, não me apetecia jantar e já estava cansada de olhar para um ecrã onde pouca coisa interessante se vê. Olhei para a sala, o Natal estava a chegar, deixei de o festejar desde que me afastei de todos, as celebrações mais importantes do ano já não me diziam nada, mas este ano iria ser diferente. 
Ele seguiu em frente e eu, não poderia ficar presa ao passado. Estava decidido que amanhã iria comprar tudo o que acharia necessário para decorar a casa, pois esta, estava mesmo a precisar de luz e vida.
18º Capítulo
[Bill a narrar]
O tempo estava frio e nevava o que me dava uma certa tranquilidade. Sempre gostei bastante desta época Natalícia e das brincadeiras na neve. 
Hoje iria comprar as decorações de Natal, era a primeira vez que iria decorar a casa, minha casa, sozinho. 
Lembrava-me dos Natais em que juntos decorava-mos a árvore, ela queria neve eu não, eu queria bolas vermelhas, ela queria-as prateadas, discutíamos mas no fim incluíamos tudo e acabava tudo bem.
Afastei essas memórias para vestir o casaco quente e sair para ir comprar tudo o que precisava. 
As lojas estavam cheias, pessoas compravam as prendas para os filhos, outras compravam para os namorados ou esposas. Dirigi-me para a loja em que sempre comprei as decorações de Natal. Queria algo simples mas bonito. Andava a ver árvores de Natal quando alguém embate em mim, olhei e vi-a.
- Como estás? – perguntei-lhe.
- Estas a meio do caminho, há pessoas que querem passar, estás a ocupar. – disse-me tentando afastar-se.
Agarrei-a pelo braço cuidadosamente e obriguei-a a olhar-me, a minha vontade era apenas uma, beijá-la. Não tinha medo das consequências mas sabia muito bem que só iria piorar a nossa situação.
- Larga-me! – o seu tom de voz era calmo mas autoritário.
- Porque que ignoras-me? Dá-me uma resposta, apenas isso. 
Ela nada disse, limitou-se a olhar para baixo e tirar a minha mão do seu braço com calma. Encostei-me à enorme prateleira que estava por detrás de mim e fiquei também cabisbaixo. Continuava ali mas sem proferir uma palavra, ergue a cabeça e parecia querer dizer algo mas foi interrompida pelo som do meu telemóvel, esperava que não fosse Karol, afastei-me um pouco e atendei o telemóvel.
Tinha recebido a melhor notícia e tinha de partilhá-la com ela, a felicidade iria ser conjunta disso não tinha dúvidas. Aproximei-me de Ana com o sorriso maior que podia ter.
- Ana a Katrin está na maternidade pronta para entrar em trabalho de parto! – estava radiante e isso notava-se perfeitamente, a expressão dela mudou completamente, o rosto dela iluminou-se e os olhos pareciam brilhar.
- Eu vou agora para lá, queres vir comigo? – perguntei-lhe.
Ela continuava sem dizer nada e as lágrimas, essas já caiam pela sua cara. Inesperadamente abracei-a, sabia que aquilo eram lágrimas de felicidade mas não gostava de a ver a chorar, nunca gostei. 
Ela abraçou-me, já sentia saudades daquele abraço... depositei um leve beijo na sua testa e encaminhei-nos para a saída da loja. Chegamos ao carro e ela continuava sem dizer uma única palavra.
- Não chores, vais vê-la ... – disse na esperança de a reconfortar. 
Já não chorava mas palavras proferidas por ela, nem ouvi-las. 
Estacionei o carro e saímos, Katrin ainda devia estar em trabalho de parto, caso contrário haveriam avisado. 
Ana agarrou-me na mão com força, olhei para trás, ela parecia receosa.
- Não quero.
- Não queres vê-la? – questionei-lhe.
Sentou-se num pequeno sofá que estava perto e baixou a cabeça, ajoelhei-me ao lado dela assegurando-lhe a mão. 
- Eu quero muito vê-la Bill, só eu sei o quanto custa-me estar afastada da minha melhor amiga...- deu um leve sorriso melancólico – isto se ela ainda considerar-me sua melhor amiga. Tenho receio da reacção dela e dos outros. 
- Olha para mim – fiz sinal para que ela ergue-se o pescoço e olhasse-me – é claro que continuas a ser a melhor amiga dela, ela sente tanto a tua falta tal como todos nós. A Katrin nunca deixou de pensar em ti, isso não aconteceu nem iria acontecer, era com ela que eu mais desabafava sobre ti. – estava com o coração a bater fortemente.
Abracei-a sendo de imediato retribuído, sabia bem depois de tanto tempo embora não fosse assim que eu tivesse imaginado. 
- Vamos tomar algo sim? – agarrei-a nos meus braços e fomos até ao café que era junto à maternidade. 
18º Capítulo
[Ana a narrar]
O chocolate quente estava a saber bem mas podia dizer que a companhia era melhor ainda. Ele olhava-me, sabia que ele queria fazer-me mil e uma perguntas mas nada dizia apenas limitava-se a olhar e a sorrir timidamente. 
- Obrigada – agradeci com um pequeno sorriso mas sincero.
Estava confuso.
- Porque agradeces? 
- Por estares aqui comigo apesar de tudo. 
O silêncio apoderou-se dele, mexeu no telemóvel e voltou a olhar-me mas de imediato dirigiu o seu olhar para a rua. 
- Eu sei que não acreditas no que eu digo mas eu sempre amei-te e continuo a amar, queria poder explicar-te tudo mas tenho medo do que possa acontecer, sei que será pior e aí não falarás mesmo para mim. Eu sempre importei-me contigo e ainda não entendi porque foste embora, eu não te fiz nada de mal mas gostava de saber as tuas razões. 
Tentei falar mas ele não deixou, continuando assim o seu discurso.
- Mas penso que talvez não seja o momento ou o local certo para termos esta conversa. Peço-te só que não te voltes a afastar de nós, fazes-nos falta a todos nós mas a mim, nem imaginas. 
Estava curiosa com todas as palavras que ele havia proferido, queria poder explicar-lhe tudo mas não, tal como ele disse não era o local certo embora o momento fosse o apropriado.
Não sabia o que dizer, tudo o que menos apetecia-me era discutir com ele, estava cheia de discussões, queria mudar tudo. Sei bem que jamais voltaremos a ser o que éramos mas não o queria perder.
- Eu não vou afastar-me prometo-te. Um dia explico-te tudo tens o direito de saber... não quero perder-te de novo. – assumi olhando-o.
- Não me vais perder não tenhas esse medo, eu estarei sempre aqui. Estás pronta? – perguntou-me levantando-se.
Levantei-me também e aproximei-me dele, abraçando-o fortemente como uma forma de agradecimento e demonstração do meu carinho por ele.
- Se estiveres ao meu lado estou mais que pronta. 
Sorrimos um para o outro e caminhamos para a maternidade. 
Katrin já havia dado à luz, devia estar radiante mais que feliz e eu ansiosa por a voltar a ver. 
Á medida que nos íamos aproximando do quarto onde ela se encontrava, o meu coração parecia querer saltar fora, batia descontroladamente. Bill parecia sentir e agarrava-me a mão com força. 
Paramos junto ao quarto e ele olhou-me, transmitindo-me a coragem necessária para que conseguisse enfrentar tudo e todos.
Estávamos lado a lado e assim entramos no quarto. Tom, Maggie e Gustav estavam presentes, de volta da recém-nascida e da mamã. Tom apercebeu-se da nossa presença e de seguida os restantes fizeram questão de olhar para o mesmo sitío que o olhar do Tom estava preso.
Olhavam-me com expressões indecifráveis, estava cada vez mais nervosa e as pernas tremiam bastante mas mesmo assim, ele não me largava, colocou o seu braço sobre o meu ombro.
O ambiente tinha ficado estranho mas nesse mesmo momento a pequena queria fazer notar a sua presença e chorou, um choro que foi logo assistido pela mãe.
- Anda vê-la – disse Katrin com a sua voz fina e melodiosa.
Caminhei até à cama e olhei a pequena, era linda tal como os progenitores. Os meus olhos estavam lavados em lágrimas tal como os de Katrin.
- É linda-disse segurando-a nos meus braços. 
- Chama-se Fraziska. – disse Bill aproximando-se de mim e da pequena.
Sempre sonhei com um momento como estes, eu com um bebé pequeno nos meus braços e ele ao meu lado mas não passou de um sonho.
- A miúda vai ser a salvação dessa família, é mais bonita que o pai e a mãe, não achas Ana? – perguntou Tom no seu tom habitual de puro divertimento , tive tantas saudades disto.
Via Maggie a olhar-me mas assim que se apercebeu que também a olhava, baixou o olhar e encostou-se a Tom. 
- Vamos dar um tempinho aos papás babados? – perguntou Bill , segurando na Franziska e passando a pequena ao pai. 

 

 

 

publicado por nobody tavares às 23:23
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Quarta-feira, 19 de Setembro de 2012

I hate myself for losing you - cap.15

Olá olá ! Como estão ? Estou a começar a postar com mais regularidade, não quero deixar isto ganhar teias de aranha. Vou tentar postar capítulos mais rechonchudos se possível. Espero que gostem deste e deixem a vossa opinião por favor.
Beijinhos *


 


Estava quase a terminar o meu serviço quando vejo Karol a entrar no bar e a dirigir-se ao balcão. Olhei-a, mais uma vez aquele sorriso sínico estava presente nos seus lábios.
- Olá meu querido, como estás hoje? 
Toda aquela falsidade enjoava-me, não a conseguia encarar. Era daquele tipo de pessoas que só queremos é distância.
- Deixa-te de falinhas mansas. - disse secamente.
- Bill, Bill, meu querido e adorado namorado, pelos vistos a tua conversa com ela não correu muito bem pois não? - disse rindo-se.
Odiava a forma como ela falava, a forma como agia, a forma como sorria, a forma como me tentava tocar. Odiava tudo nela.
- Andas a seguir-me é? 
- Atenção à maneira como me falas, eu tenho-te na minha mão. 
- Tu estás a fazer chantagem! Tu és uma pessoa sem um pingo de vergonha. - chutei sem mais receios.
- Essa vai-te sair caro, olha o que eu te digo meu anjinho. Hoje vamos a casa da Aninha, acho que ela anda muito triste e nada melhor que a visita da amiga acompanhada pelo namorado.
A minha vontade era muito simples, agarrar nela e dizer-lhe tudo o que pensava dela e depois estalar os dedos e fazê-la desaparecer. 
- Acho que tudo o que ela menos precisa neste momento e de te ver. - fui sincero, a Ana não a queria ver eu sabia disso.
- Não sejas tão realista! Amor, ela precisa de nós ... - ela achava imensa piada a tudo o que se estava a passar.
Rolei os olhos e fui até ao gabinete buscar as chaves para fechar tudo. Quando voltei ela ainda permanecia ali. 
- Vou fechar, sai. - disse-lhe.
- Eu espero por ti, vamos jantar ok? 
- Não vamos jantar nada Karol, eu tenho coisas a fazer. - respondi muito rapidamente.
Ela olhou-me e passou a palma da sua mão pela minha face, depositando um beijo nos meus lábios. Aqueles não eram os lábios que eu queria sentir, aquilo não sabia a nada nem significado tinha.
- E que coisas são essas que a tua namorada não pode saber? - sussurrou, lambendo de seguida o lóbulo da minha orelha.
- Coisas minhas e do meu irmão, aliás já está a ficar tarde.
Virei-me para fechar a porta e quando olhei, Karol já lá não estava. 
Conduzi até ao restaurante italiano perto de casa, encomendei o jantar e fui para casa. 
A casa estava vazia, nem sinais de Maggie ou de Tom, o que não é costume. Preparei tudo e fui tomar um banho. 
Entretanto a presença deles já se fazia ouvir. Discutiam.
- Mas eu já te disse que a Katrin não gosta de roxo, teimoso! - gritava Maggie.
- Mas o Gustav gosta e que eu saiba ela não fez o bebé sozinha e custe o que custar eu vou dar-lhe isto em roxo, irra ! - dizia Tom agarrando na saca e subindo escadas.
Entrei na cozinha, esperei que ela desse pela minha presença.
- Oh Bill tu diz ao teimoso do teu irmão que a Katrin não gosta de roxo, eu já lhe disse mas ele é teimoso. - dizia ela em voz alta de maneira a que Tom se apercebe-se.
Olhei-a e ri-me, aquilo era sempre assim. Quando discutiam e se chateavam o Bill, o irmão amado e adorado cunhado era sempre o mensageiro.
- Estão a discutir porque? - perguntei tentando parar de rir.
- Por causa de uma inútil camisola que ele comprou, em vez de comprar cor-de-rosa comprou roxa. É tão estúpido, é por isso que não quero ter filhos com ele.
- Como tu disseste é uma inútil camisola, para que chatearem-se? A Katrin não diz que não a nada, aliás não é ela que vai usar a camisola é a Francisca por isso dá-lhe um desconto. - proferi vendo Tom a entrar na cozinha e a acenar positivamente com a cabeça.
- Exacto! Ouve o meu irmão Maggie, aliás se não queres ter filhos comigo tenta com o Bill já que o adoras assim tanto. 
Tom estava mal disposto, sentou-se na mesa e começou a servir-se. Deu a primeira dentada, olhando-nos de seguida.
- Eu sei que até a comer sou fabuloso mas importam-se de se sentar? Não gosto de jantar sozinho! - disse de boca cheia.

 

publicado por nobody tavares às 21:43
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Sexta-feira, 14 de Setembro de 2012

I hate myself for losing you - cap.14

Oláaaa ! Este capítulo é pequenino, muito pequenino mesmo mas eu acho que é capaz de adoçar a boca. Leiam e deixem as vossas opiniões, estou curiosa quero saber o que vocês pensam agora que a Ana apareceu. Team Bill ou Team Ana? hahaha, bom fim-de-semana e aproveitem bem ! 


Não conseguia dormir, já tinha revirado a almofada, já tinha estado no lado esquerdo e direito da cama, já tinha ligado a televisão, já tinha ouvido música mas a única coisa que eu queria naquele momento era falar com ela. Precisávamos de esclarecer as coisas, havia um pedido de desculpas a ser feito, havia explicações para serem dadas, havia declarações a fazer.
O relógio pousado na mesa de cabeceira marcava três horas da manhã. Não sabia mais o que havia de fazer, já era o quarto cigarro que acendia.
Saí do quarto depois de fumar e fui até à cozinha, fiz um café e sentei-me no balcão a bebericar o café bem forte que estava quente. 
Em noites como esta, em que a insónia está presente, eu e Ana costumava-mos ver um filme, falar ou fazer amor. Queria com todas as minhas forças voltar para ela, não queria que as coisas voltassem a ser como eram, não! Queria que fossem melhores, muito melhores. Mas havia a Karol, tudo isto está a meter-me louco, não sabia mais  o que haveria de fazer. 
Pousei a caneta no lava louça e voltei para o quarto. Não devia fazer o que estava a pensar mas ia arriscar. Abri o roupeiro, tirei umas calças e uma t-shirt, vesti-me, calcei-me e dirigi-me para a garagem.
Conduzi até ao apartamento dela, estacionei junto ao carro dela. Ela deveria estar a dormir era o mais provável mas eu precisava de falar com ela, não podia esperar mais.
A rua estava deserta, o nevoeiro cobria tudo. Respirei fundo mais uma vez antes de tocar à campainha, toquei não obtive resposta, voltei a tocar e assim o fiz mais duas vezes. Talvez não devia ter vindo, preparava-me para virar costas e voltar para o carro quando ouço a sua voz.
- Quem é? - ouvi ela perguntar assim que me preparava para ir embora.
- Bill. - disse calmamente.
Ela parecia hesitar, nada disse, ouvi ela inspirar e expirar.
- O que queres a estas horas? - perguntou muito devagar.
- Podemos falar? 
Nada disse, abriu a porta, subi e ela estava à minha espera. Olhei-a e sorri, sentia tanto a sua falta.
- Bill tu não dormes? 
Dirigimo-nos para a sala, sentei-me no sofá, ela tinha ido à cozinha. Saiu de lá com duas chávenas de café, entregou-me uma, agradeci com um sorriso. Sorrisos era coisa que eu não recebia da sua parte.
- Desculpa ter aparecido a esta hora mas eu precisava mesmo muito de te pedir desculpas e ...
- Tu bateste-me e sabes bem que isso é coisa que eu não suporto, detesto violência! - sentou-se no sofá, olhando-me enquanto falava.
- Eu sei perfeitamente disso mas tu também sabes que eu não sou assim, eu estava de cabeça quente, ambos estávamos. 
- Não te dá o direito de fazer o que fizeste. 
- Eu sei e eu quero que me perdoes, desculpa. - pedia olhando-a nos olhos.
Ana baixou o rosto, pousou a chávena na mesa de centro e respirou fundo. 
- Eu desculpo-te mas fiquei desiludida contigo, nunca pensei que vez alguma fizesses o que fizeste.
- Desiludi-te? Ana aqui a única pessoa que se sente desiludida sou eu, eu tenho de ser sincero contigo. Tu quebras-te aquilo que mais vezes prometíamos um ao outro. - disse sem aumentar o tom da minha voz.
- Eu não quebrei nada! Tu é que começas-te por quebrar as promessas todas Bill, diz-me, alguma vez amaste-me? 
Eu não queria acreditar no que estava a ouvir. Se havia algo que ela não poderia duvidar era o meu amor por ela, sempre foi e é verdadeiro.
- Não te admito que me perguntes isso. - respondi prontamente.
- Não? Bill tu já mal te interessavas por mim, e eu acho que ao desaparecer te fiz um grande favor mas ao reaparecer voltei a estragar tudo, agora tens uma relação com a Karol pelos vistos. - levantou-se e levou as chávenas até à cozinha.
Fui atrás dela, encostei-me à porta e fitei-a.
- Sabes que eu tinha a banda mas que dava-te toda a atenção de que necessitavas. Tu não estragas-te nada, não digas isso! 
Eu tinha de lhe contar, tinha de arranjar uma maneira mas não sabia como. Iria ela acreditar se eu lhe contasse? Óbvio que não, ela sempre foi desconfiada, sempre duvidou de tudo.
- Digo pois. Esta conversa não nos vai levar a lado nenhum senão a uma grande discussão e eu não quero isso a estas horas.
- Eu também não, sempre podemos falar como dois adultos civilizados. - disse rindo-me.
- O que eu queria tentar dizer mesmo era que já é super tarde e que queria ir dormir e que estou cheia das tuas desculpas. - esclareceu.
Olhei-a por segundos, ela estava completamente mudada, já não era a Ana, a minha Ana, aquela por quem eu faria tudo, aquela que me amava acima de tudo, que sorria a todo o segundo. Aquela rapariga que estava diante de mim, era alguém sem um pingo de sentimento por mim.
- Ainda hei-de saber que mal te fiz eu. Vou deixar-te dormir, escusas de me dizer onde é a porta eu sei. Boa noite.
Estava cabisbaixa, parecia reter tudo o que lhe estava a dizer. Caminhei em direcção à porta quando ela me chama.
- Bill... boa noite. 
Queria ter ouvido aquilo num outro sítio e numa outra circunstância. É triste quando vemos que tudo o que dissemos e fizemos durante anos é em vão. 
Cheguei a casa e a minha vontade naquele momento era enfiar-me na minha cama e esquecer tudo.  E assim o fiz.
Ela mudou completamente, eu não sabia mais o que havia de fazer. Olhei o meu telemóvel que vibrava. Tinha uma sms da Karol.
<< Querido Bill, posso ser loira mas burra é coisa que não sou meu amor. Quero-te longe dela, não te esqueças que te tenho na palma da mão. Boa noite.>>
Sabia que ela não era burra e temia o que ela pudesse fazer, qualquer coisa servia para piorar a minha situação neste momento. 
Vou fechar os olhos por uns minutos e pensar naquilo a que eu chamava de vida, vida essa que tinha dado uma volta de 380º e eu estava sem saber o que fazer. 
Amanhã talvez fosse já para o meu espaço. 
publicado por nobody tavares às 15:56
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Terça-feira, 11 de Setembro de 2012

I hate myself for losing you - cap.13

E este capítulo é inteiramente dedicado à Bruna ! Ela é uma querida e por isso merece este capítulo, apesar de talvez não gostar do que irá ler. Vão haver algumas surpresas.
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Olhava o meu relógio, contava os minutos incertos para que aquela porta se voltasse a abrir e ela saísse de lá. Tínhamos de falar, precisávamos.
A porta finalmente abriu-se e Ana encaminhava-se para o carro. Não iria de maneira alguma sair do meu carro e ir ao seu encontro, não ali. Se havia coisa que Karol não era, era burra.
Segui-a, estacionei um pouco atrás dela, deixei-a sair do carro e sai também, dirigi-me até à porta do prédio, onde ela se encontrava em busca das chaves na enorme mala. Ela não se apercebera da minha presença até eu me fazer notar.
- Olá... - disse aproximando-me mais.
Ela assustou-se, não era essa a minha intenção, não de todo. 
- O que estás aqui a fazer? 
Ela falava-me com um certo desprezo na voz.
- Precisamos de falar não achas? - tinha esperança cravada no meu olhar.
- Não temos nada para falar e agora se fazes favor desvia-te, quero abrir a porta. - proferiu afastando-me.
Coloquei-me à sua frente impedindo-a assim de abrir a porta, ela olhava-me como que furiosa mas não me interessava.
- Saí! 
- Não, tu não és mais teimosa que eu. Vais falar comigo, quer queiras quer não queiras, aqui ou em tua casa, é igual, vais ouvir-me. 
Estava calmo, as minhas palavras saíram como se de uma letra de uma música se tratasse. 
- Não compliques as coisas, vai embora.
- Não vou a lado nenhum, porque que não queres falar comigo? O mal te fiz eu? - perguntei-lhe enquanto a minha voz sumia. 
Estava desesperado por respostas, querias, tenha esse direito.
- Bill agora não, por favor.
- Se não é hoje é quando? E se voltares a fugir? 
Tinha medo muito medo que voltasse a ficar sem noticias, sem nada acerca dela. Não queria ir para casa, queria agarrá-la e fazê-la minha.
- O que é que tu queres de mim, diz-me? - perguntou bufando.
- Falar apenas.
Ana anuí com a cabeça, afastei-me da porta para ela a abrir e entramos os dois. 
Já dentro do seu apartamento ela tirou o casaco enquanto acendia a luz. Olhava-a, estava linda, a minha vontade era agarrá-la e beijá-la, matar as saudades que os meus lábios sentiam dos dela.
- Sobre o que é que queres falar? - perguntou-me de uma forma seca.
- Posso? - perguntei, apontando para o sofá.
- Não sejas parvo, senta-te e sê rápido. 
Não a estava a conhecer e estava a doer bem lá no fundo, a maneira como ela me falava.
- Acho que mereço explicações não achas? Porquê? 
Ana olhou-me e respirou fundo antes de falar.
- Eu não tenho que te dar explicações de nada. - respondeu prontamente.
- Engraçado e eu a pensar que tínhamos uma vida em comum, que éramos namorados e que nos amava-mos ... 
- Isso é passado, entende! 
Já estávamos a levantar o tom das nossas vozes, era o típico cenário de sempre. 
- Passado porque tu queres! - gritei-lhe.
- Passado porque tem que ser e já agora o que é que vieste aqui fazer depois de teres a tua namorada em casa? 
Notava-se uma certa raiva na sua voz.
- Não a chames para aqui, primeiro nós. 
- Que giro a defender a namorada é? A mim não me defendias assim das tuas fãs queridas não era? Já não há "nós". - disse fazendo aspas com os dedos assim que proferiu "nós".
- Eu não estou a defender ninguém. A porcaria da banda acabou, para de implicar sim? Sempre implicas-te com isso. Existe sim, para mim sempre existiu e vai continuar a existir, eu amo-te tu não entendes isso? 
- Cala-te, tu não sabes o que estás a dizer. Tu nunca me amas-te, se me amasses tinhas vindo atrás de mim, mas não. Foste a correr para os braços de outras, acho que até te fiz um favor em desaparecer. - disse gritando.
Não me controlei, a minha mão tocou na sua face agora rosada. Apercebi-me do que fiz, olhei-a com os olhos marejados.
- Desculpa Ana, desculpa, eu não...
- Sai já! - disse com a mão apoiada sobre a face.
- Eu não queria ter feito aquilo, desculpa-me.
- Eu não volto a repetir, saí já daqui. Eu odeio-te. 
Aquelas palavras foram como que pedras atiradas ao meu coração que cada vez encolhia mais.
Caminhei para a porta, olhei uma última vez para ela naquela noite e saí. Tinha arruinado tudo, nunca pensei vir a cometer tal erro ainda para mais com a mulher que mais amo.
Entrei no meu quarto, não tinha sono, não sentia nada. Estava vazio, sentia-me sozinho num mundo completamente aparte, escuro. Olhei a moldura com a nossa fotografia. É certo que ambos havíamos mudado e bastante mas o meu sentimento por ela não tinha mudado.
Tinha de sair daquela casa depressa, tinha de me mudar o mais depressa possível, recomeçar tudo do zero. 
Peguei nas malas que se encontravam no roupeiro, tirei a roupa toda para o chão e comecei a fazer as malas, apenas faltava as roupas e as caixas com as memórias e poderia mudar-me para o meu espaço, o meu refúgio.
Já passava das sete da manhã, decidi tomar um banho e sair para o trabalho. Iria tentar manter a cabeça no sítio por mais difícil que fosse.
O bar hoje estaria calma, era dia de exames logo poucos iriam ser o que apareceriam. Tomei o meu café com calma enquanto actualizava Katrin, omitindo a bofetada, isso ficaria para o nosso jantar.
Estava a arrumar as prateleiras das enciclopédias, sinto alguém atrás de mim. 
- Acho que tens algo para me dar. - falou ao que eu reconheci de imediato a voz.
Virei-me e sorri, um sorriso que misturava tristeza, arrependimento mas alegria por a voltar a ver.
- Bom dia. - disse sorridente. 
- Mau, vais dar-me os papéis ou vamos ficar aqui o dia todo nisto? - notava-se o azedume com que me falava e olhava.
- Sim, sim. Anda. 
Ela seguia-me, não podia voltar a meter o pé na poça. Entrei no balcão e procurei pelas folhas, encontrei-as e dei-lhas.
- É só isto? 
- Sim, a tua professora só me entregou isso mas precisas de mais alguma coisa? Os teus colegas...
- Então se é só isto cala-te, adeus.
E virando costas, saiu do bar. Merecia isto, sinceramente que merecia.
Tinha-me esquecido das chaves de casa no bar, toquei à campainha e Gustav veio abrir a porta.
- Olá Gustav! - comprimentei assim que entrei.
- Olá, então como estás? Já sei de tudo... - disse passando-me a mão pelo ombro.
- Estou bem, dentro dos possíveis.
Fomos para a sala de jantar onde já se encontravam todos. Havia casa cheia hoje, comprimentei-os e sentamo-nos começando de seguida a jantar.
Tinha que lhes contar, eles sabiam que já havia estado com Ana mas não sabiam do resto, ou seja, do pior.
Estava com medo do que eles pudessem dizer mas mesmo assim, aclareei a voz e decidi contar-lhes.
- Preciso de vos contar uma coisa. - comecei.
- Vais-te casar? - perguntou Tom, o que gerou gargalhada total.
Era bom se assim fosse, mostrei um sorriso.
- Não. Como sabem eu estive com ela depois do jantar, foi difícil mas convenci-a a falar comigo, acabou em discussão e eu exaltei-me.
- O que queres dizer com o exaltei-me? - perguntou Katrin olhando-me.
- Eu bati-lhe.
Os presentes limitaram-se a baixar o rosto ou a olhar-me espantados. Eles sabiam que eu não era violento.
- Foi sem querer, juro! Ela começou a dizer que eu não fui atrás dela, que não me importei acerca do o desaparecimento dela porque nunca a amei, ao ouvir isto tudo perdi a noção do que estava a fazer. - declarei.
- Vocês estavam de cabeça quente, aposto. - proferiu Maggie.
- E depois? - perguntou Katrin.
- Depois eu tentei desculpar-me pela estupidez que havia cometido mas ela expulsou-me de casa. Ela hoje foi lá ao bar, depois de lhe dar as folhas desapareceu, mal me falou. 
Notava-se a tristeza na minha voz, não só a tristeza bem como o arrependimento.
- Mano, tens de ir falar com ela. Faz alguma coisa, esquece a Karol, ela não deve fazer mal a uma mosca. - incentivou-me Tom.
Acabamos de jantar e fomos até ao mesmo bar em que encontrei Karol. Sentamo-nos numa mesa bem no fundo, junto ao balcão. Pedimos umas bebidas, para Katrin, algo sem álcool, um sumo de maracujá.
- Vou à casa de banho, já venho. - disse Gustav afastando-se.
O ambiente estava calmo, não era fim-de-semana por isso não havia muita agitação. Olhava para o balcão, esperava não encontrar a loira mais irritante dos arredores por ali. 
O resto da noite havia sido animada, igual a muitas que já haviamos tido.
publicado por nobody tavares às 00:17
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Sábado, 8 de Setembro de 2012

I hate myself for losing you - cap.12

Esta aqui mais um capítulo da fic e neste já aparece alguém. Estou curiosa quanto às vossas opiniões, o que acham que se vai passar ? Não vos ocupo mais o vosso tempo, desfrutem do capítulo pequenino. 
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Estava bastante nervoso e isso notava-se perfeitamente. O meu dia já ia a meio, Karol tinha enviado uma mensagem com a morada.
- Bill, o que se passa que hoje não estás a fazer nada de jeito? - perguntou-me o meu chefe.
Estava uma grande confusão de livros juntos à prateleira da literatura estrangeira.
- Desculpe, eu vou já arrumar isto. - desculpei-me, começando a colocá-los na prateleira.
- Esta tudo bem? 
- Sim, sim. 
Não estava nada bem. As horas custavam a passar, queria que chegasse o momento em que a tivesse em frente a mim. 
Fiz uma pausa, aproveitei a mesma para telefonar a Katrin. Não demorou muito até que ela atendesse.
- Olá meu anjo, então como estás?
- Nervoso, super nervoso. Não vejo a hora de poder olhá-la nos olhos, preciso das tuas palavras para acalmar-me. - disse remexendo num guardanapo que se encontrava em cima da mesa.
- Neste momento não sei mesmo o que te dizer acredita Bill. É a nossa menina, mas não te esqueças que vais aparecer à frente dela como namorado da outra, não sei como vai ser a reacção dela. 
Eu também não sabia como iria ser a reacção dela. 
- Deseja-me sorte por favor. - pedi.
- Sabes que estou a torcer por ti e por ela sempre! Boa sorte meu anjo e liga-me depois ok? 
- Ligo sim, obrigada Katrin. 
Desliguei, Katrin torcia por nós, espero agora que tudo corra pelo melhor.
O serviço tinha acabado, já estava no carro a caminho de casa da Karol. Virei na rotunda e fui pela baixa estacionando em frente ao prédio. 
Tentava controlar a minha respiração, temia as próximas horas. Mas e se ela não estivesse presente? Não, óbvio que ela estaria, era esse o plano e caso ela não estivesse Karol já teria avisando-me. 
Toquei à campainha, abriram e subi. Antes de sair do elevador olhei-me ao espelho, queria estar apresentável. Caminhei pelo corredor, aproximei-me da porta e toquei.
A porta abriu-se, mantive o meu olhar baixo, fechei os olhos com força e voltei a abri-los em segundos ganhando força para encarar Karol, ou não.
Esperava ver uma Karol sínica a abrir a porta, uma rapariga loira completamente produzida pronta a puxar-me para dentro, talvez agarrar-me e beijar-me mas em vez dessa loira, estava Ana. Mesmo ali, frente a frente comigo. 
A garganta estava seca, o meu rosto pálido, as minhas mãos tremiam, o meu batimento cardíaco mais que acelarado, os olhos marejados. Ela estava diferente mas ao mesmo tempo igual aquela menina por quem me apaixonei.
- Ana - não conseguia dizer mais nada, a emoção não deixava.
- Karol, está aqui alguém para ti! - dito isto, afastou-se da porta, dirigindo-se para aquilo que eu suponha ser a sala de estar.
Karol aproximava-se vinda da cozinha. 
- Amor, entra! Não fiques à porta. - proferiu.
A loira apoderava-se dos meus lábios e eu sem nada poder fazer. Não sentia nada, nem o sabor da boca dela, eu apenas queria falar com ela.
- Anda daí, tens de conhecer a minha amiga! - agarrou-me pela mão e fomos para a sala.
- Ana, este é o meu namorado, Bill ! 
Ana forçava um sorriso, eu conhecia-a e ela estava prestes a soltar lágrimas.
- Vá, cumprimentem-se então? 
Cheguei-me mais perto dela e cumprimentámo-nos como dois desconhecidos que são apresentados um ao outro mas desconhecidos era coisa que não éramos. Conhecíamo-nos bastante bem, bem demais até.
- Vou continuar o jantar, ficas aqui amor? 
Encolhi os ombros, Karol voltou para a cozinha. Olhei em volta e sentei-me no sofá, Ana estava sentada na poltrona junto ao candeeiro de pé.
Olhei-a, ela estava longe eu sabia que na cabeça dela mil e uma coisas se haviam de estar a confrontar, tal como na minha. Queria falar com ela, tinha agora uma oportunidade mas não sabia como abordá-la. 
O meu telemóvel começou a tocar, olhei o ecrã. Era a Katrin.
- Katrin, está tudo bem? - disse assim que atendi o telemóvel.
- Sim meu bem, mas estava preocupada e ... 
- Eu sei, está tudo bem não te preocupes. - eu sabia que ela queria estar ali comigo.
- Como é que ela está? Eu queria tanto poder estar ai.
Notava-se pelo tom de voz de Katrin que chorava, custava-lhe muito, tanto ela como eu sentíamos muito a falta de Ana.
- Está bem meu anjo, não chores.
- Custa-me muito Bill. Eu não te chateio mais, aproveita sim? 
- Sim princesa, vá sorri. 
A chamada foi desligada e Ana olhava-me, ela tinha-se apercebido.
- Como é que ela está? - dirigiu-me a palavra pela primeira vez naquela noite, naquele reencontro.
- Grávida, triste, saudosa. - respondi olhando-a.
- Eu sei que ela está grávida. 
Como é que ela sabia? Tinha mil e uma perguntas a fazer-lhe, tinha mil e uma confissões a confessar-lhe mas Karol aparece anunciando que o jantar está pronto.
Karol estava sentada na cabeceira na mesa, eu e Ana, um em cada lado. A loira contava alegremente as suas aventuras pela América, enquanto eu e Ana dávamos a entender que a ouvíamos com o máximo de atenção, olhando-a ou anuindo de vez em quando.
- E então Ana que estas a achar do jantar? - perguntou Karol.
- Esta bom, tu cozinhas bem. - disse levantando a cabeça e voltando a baixá-la novamente.
- E tu meu amor, estás a gostar?
- Sim.
- Mas pouco comeste ainda, passa-se alguma coisa? - questionava-me sobre uma coisa lógica.
- Não, apenas estou um pouco indisposto. 
- Isso já vai passar assim que provares o meu doce de cereja que preparei para sobremesa. - disse, sorrindo. 
Odiava tudo naquela loira. 
O jantar continuou, Karol serviu a sobremesa, a qual comemos também ao som da voz da mesma e das suas aventuras e histórias amorosas.
- Eu vou indo, amanhã tenho muito trabalho e estou cansado. - disse levantando-me do sofá, olhando para Karol.
- Já meu amor? Mas ainda é tão cedo! 
- Não é não, eu estou mesmo muito cansado. - disse suspirando, um suspiro pesado.
- Ok bebé, eu ligo-te esta bem? - agarrava-me e tentava beijar-me.
Trocamos um beijo que por ela teria uma longa continuação mas meti um fim ao mesmo.
- O jantar estava excelente, adeus.
Encaminhei-me até Ana e despedimo-nos, Karol levou-me à porta. 
Já no carro tentava aperceber-me do que se havia passado. Eu vi-a passado tanto tempo. Ela tinha uma expressão indecifrável, conhecia bem, tão bem que sabia que dentro dela havia um turbilhão de sentimentos misturados.
Precisava de a ter só comigo, precisávamos de falar. Eu tenho as minhas dúvidas tal como ela deve ter as suas. Ela sabia que Katrin estava grávida, como? Ela sempre esteve tão perto de nós e nunca nos havíamos apercebido disso. Restava-me esperar.
publicado por nobody tavares às 22:35
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Segunda-feira, 27 de Agosto de 2012

I hate myself for losing you - cap.11

Parece que já há novidades acerca da desaparecida! Espero que gostem. O próximo vai ser intenso...
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O rumo que a conversa estava a tomar esta a deixar-me como o coração nas mãos. Quem era ela e o que ela sabia sobre a Ana. 
- Queres ouvir o que tenho para contar ou vais continuar na Lua ? - perguntou-me enquanto arregalava os olhos.
Fiz sinal para que ela prosseguisse com o que tinha para contar, estava bastante nervoso e ansioso, sempre esperei pelo momento em que alguém me daria informações sobre ela.
- Ora bem, a Ana quando te deixou esteve uns tempos em Nova Iorque, trabalhou lá comigo num jornal. Tornámos-nos grandes amigas, eu era a única pessoa que ela tinha naquele momento, ela estava completamente sozinha ali e estava a passar por um momento difícil...
- Onde é que ela está agora ? - não a deixei terminar, eu precisava de saber por onde ela andava.
- Tem calma, está calado enquanto eu falo. Continuando, ela contou-me que tinha acabado com o namorado, com o passar do tempo é que descobri quem era o namorado dela, sabes, ela mudou bastante em termos de visual, não queria ser reconhecida. Depois de ter o dinheiro que precisava, voltou para a Alemanha, esteve uns tempos em Bremen em minha casa e mudou-se à quatro meses para aqui. 
Ela estava aqui, estava perto. Um sorriso apareceu na minha cara quando a ideia de a voltar a encontrar surgiu na minha cabeça, eu preciso de a encontrar.
- Onde é que ela esta a morar? Tens o contacto dela? - perguntei-lhe, precisava de estar com ela.
- Deixa-me finalizar Bill ! Ela está a estudar na Faculdade de Medicina junto à Diakonie Klinikum, e mora perto de lá num pequeno apartamento. Ela ligou-me na segunda-feira, estava aflita, chorava, mas estava feliz. Ela tinha-te visto, pela primeira vez depois de ter fugido.
Ela esta perto de mim, como é que eu nunca a encontrei ? Eu sempre procurei por ela e sempre soube que nunca o devia ter deixado de o fazer. A esperança de que ela um dia voltaria estava mais do que acesa. Quero vê-la, quero dizer-lhe que a amo, quero agarrá-la nos meus braços mas acima de tudo quero certificar-me que não volta a fugir de mim.
- Eu quero vê-la, eu preciso! - disse-lhe ainda que nervoso.
- Achas mesmo que eu vinha tomar café contigo, contava-te coisas da Ana e deixava-te ir a correr para ela? 
- O que é que tu queres? 
- Muito simples! Quero-te meu querido. 
Não podia ser. Tinha de haver uma maneira de a fazer mudar de ideias, mas agora que sabia o que mais precisava acerca da Ana, a Karol não me importava minimamente.
- Tu deves ser um louca qualquer, queres dinheiro? Posso dar-te a quantia que quiseres, tudo o que eu mais quero neste momento é ela. - disse-lhe certo das palavras proferidas.
- Estás a tentar comprar-me Bill? Isso não se faz, não ! - ela arregalava os olhos enquanto olhava-me.
- Deixa-te de brincadeiras, sim? O que queres de mim?- voltei a perguntar.
- Já te disse, eu quero-te! Por culpa da Ana perdi a pessoa mais importante da minha vida e agora ela vai pagar.
Notava-se uma certa raiva no seu olhar.
- De que falas? - perguntei-lhe.
- Ela roubou-me quem eu mais amava! - disse com rancor.
- Ela traiu-me? 
- Não sejas idiota! Vocês não estavam juntos, e daí tu e eu tivemos uma aventura, lembras-te amor? 
Se havia algo de que eu não me quisesse lembrar era daquela noite. O meu coração estava apertado, ela ainda me ama?
- E não vai passar disso, ouvis-te? 
- Ai é que te enganas meu amor. Vou apresentar-te como meu namorado! 
Ela era brincalhona, isso era o que eu queria pensar. Ou brincalhona ou então louca! Eu não a amo, eu não quero nada com ela. Esperei bastante tempo por notícias dela e agora que as tenho vou seguir as pistas até atingir a meta, a minha meta, ela.
- Não sei no que estás a pensar mas o que quer que seja, eu não o vou fazer! - disse-lhe pronto a levantar-me para sair dali.
- Ai é que te enganas! Queres antes que lhe diga que estou à espera de um filho teu?
Agora é que estava tudo a ir por água abaixo. O que é que ela estava a dizer? 
- Sim, tivemos minutos de prazer juntos e eu posso muito bem dizer que vou ser mãe e que tu vais ser pai.
- Nem penses nisso! - disse em tom alto.
- Baixa o tom! Amanhã jantamos em minha casa, ela vai lá estar. - a presença dela, neste momento não sabia mesmo o que fazer.
E sem mais palavras, Karol levantou-se e saiu. Que ia eu agora fazer? Eu não a suporto. Vou estar frente-a-frente com a mulher da minha vida e ao lado de quem a esta a estragar.
Entrei em casa, no hall de entrada já se encontravam algumas caixas prontas a serem levadas para o meu novo espaço. Encontrei Maggie a descer as escadas com uma caixa na mão.
- Cunhado! Como estás? - perguntou ela, sempre com um sorriso.
- Precisamos de falar ... - proferi dando a entender o meu estado.
Dirigimo-nos para a cozinha, ela tratou de fazer dois cafés. Enquanto esperava pelo café pensava numa forma de lhe contar tudo isto. Depois de pronto, ela passou-me a minha caneca.
- O que se passa?
- A Ana. - disse suspirando.
- O que tem? 
- Ela esta perto de nós. 
- Como assim? Bill, evita meias palavras sim? Vai direto ao assunto! - Maggie estava nervosa, notava-se.
Contei-lhe tudo acerca do meu encontro com a Karol, o desaparecimento da Ana, tudo.
- O que ela está a fazer contigo é uma espécie de chantagem! Tu tens de ir ter com a Ana e contar-lhe tudo. - disse exaltada.
- Ai sim? Vou chegar lá e dizer-lhe que tive uma aventura com a amiga dela e que agora a mesma quer que eu me faça passar por namorado dela só porque quer vingança? O máximo que pode acontecer assim que ela me visse era expulsar-me ou bater-me! 
A minha cabeça estava a mil à hora, demasiados pensamentos e nenhum deles conseguia afixar-se. Dúvidas, também as tinha.
- Deixa de ser dramático, abre os olhos! Já tens o que andavas à procura, tens as informações que precisavas. 
- Ainda não a tenho! 
- Porque não queres! Vai atrás dela. 
- Porque não quero? Tu sabes perfeitamente que é tudo o que eu mais quero.- disse em voz alta. 
Saí da cozinha, aquela conversa não estava a tomar um bom rumo, o melhor era um banho para refrescar as ideias.
Estava a acabar de secar o cabelo quando ouço dois leves toques na porta.
- Entre! 
- Acho que te devo um pedido de desculpas... - Maggie estava cabisbaixa.
Não queria que aquela conversa tivesse terminado daquela forma, eu entendia aonde ela queria chegar mas neste momento eu não poderia arriscar. 
- Não, eu é que tenho que pedir desculpas. Eu entendo-te perfeitamente mas eu não vou arriscar. - disse agarrando-a nos meus braços.
- Eu sei. Como é que achas que vai ser amanhã quando a vires? - perguntou-me sorrindo.
- Vou apaixonar-me ainda mais por ela, tenho a certeza. Vou ter lágrimas a querer escorrer pela minha face, o meu batimento cardíaco vai acelerar, vou suster a respiração. 
- Vocês têm de voltar a ficar juntos! 
- Vamos sim, mais tarde ou mais cedo cunhadinha. 
Sou uma pessoa confiante. Acredito cem por cento no que digo. Um dia haveríamos de voltar a ser um só, amarmo-nos como em tempos nos amamos, passear-mos de mãos dadas, sussurrar << amo-te >> um ao outro, acordarmos abraçados, fazermos amor nas noites mais frias, cometer as mais estúpidas loucuras. 
publicado por nobody tavares às 03:50
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Sexta-feira, 13 de Julho de 2012

I hate myself for losing you - cap.10

Este post foi agendado tal como eu tinha referido ... quando vier responderei aos comentários :) 
Já há algumas novidades não é ? Vá lá, matem a curiosidade e deixem-me saber o que acharam, beijinhos e divirtam-se!


Ontem tinha sido um dia cansativo, fisicamente e emocionalmente. Decidi ontem que ia deixar o passado para trás e tentar seguir em frente, sabia que estar com a Katrin sempre me fazia bem. Como ela disse sempre, seguir em frente não é sinal que se esquece do passado mas sim que pretende começar um novo capítulo e não voltar ao anterior. 
Hoje tinha de dar uma resposta quanto às casas, decidi que iria optar pelo apartamento, era pequeno, acolhedor, moderno e numa zona bastante calma. Mas também não me poderia esquecer que depois do trabalho tinha alguém à minha espera, Karol. 
Os alunos da Faculdade já lá estavam todos reúnidos na sala de convívio do Bar, estavam prestes a iniciar as suas pesquisas para a finalização do trabalho. 
- Bom dia, poderia dar-me uma ajuda? Eu não encontro aquela enciclopédia que usei à dois dias, sabe de qual estou a falar? - era um rapaz loiro, estatura média.
- Sim, sei. Está na prateleira junto aos computadores eu já vou buscar. - disse-lhe sorrindo.
- Muito obrigado.
Fui em busca da enciclopédia, retirei-a da prateleira e encaminhei-me para a mesa onde ele estava com um grupo.
- Yvone sabes da Ana? 
- Não faço a mínima mas ela já ontem não foi à Faculdade.
- Secalhar está doente ... 
Ao chegar à mesa deparei-me com aquela conversa, todo o meu corpo congelou. Ana ... não queria criar falsas expectativas mas o mais certo era ser apenas uma mera aluna que se chamava Ana e que nada tinha haver com a minha Ana. Entreguei a enciclopédia e eles agradeceram, encaminhei-me para o balcão e continuava a bater no assunto. Era tudo muito estranho, e parecendo que não tudo me fazia acreditar que ela estaria por perto, ela estudava medicina, ela por esta altura devia de estar na Faculdade no segundo ano, tal como estes que hoje marcavam aqui presença. Mas lá está, existem muitas Anas e a hipótese de ser ela é quase nula, não queria pensar nisso mas era a verdade. 
- Preciso que me digam quem falta, para anotar. Quem hoje não tiver vindo vai ter que voltar aqui para finalizar o trabalho. - falava a velha professora, mostrando um sorriso simpático.
- Eu acho que é só a Ana que falta. - disse uma rapariga de cabelos vermelhos.
- Ok. Obrigada. 
- Vou pedir-lhe um favor, hoje falta uma aluna, amanhã ela é capaz de vir aqui pois precisa de finalizar o trabalho dela, o nome dela é Ana. Vou deixar aqui umas anotações para ela, quando ela chegar e se identificar acha que lhe poderia entregar ?- pediu a professora olhando para mim.
Por muito que quisesse responder prontamente, as palavras não me saiam, apenas pensava nas minímas hipóteses que tinha em poder voltar a vê-la. E se fosse ela? Como seria voltar a vê-la? Como ela reagiria? Dizia a mim mesmo que não a deixava ir embora outra vez. O meu batimento cardíaco estava acelerado.
- Desculpe, é claro que entrego. Fique descansada. - respondi tentando mostrar um sorriso.
Os estudantes foram embora e o bar ficou completamente vazio e o resto do dia assim o esteve também, algum cliente ou outro mas sem grandes movimentos.
A minha hora de saída aproximava-se e Karol tinha já enviado uma sms, já me esperava no café combinado. Peguei nas minhas coisas e fui indo.
Entrei no café e olhei para a mesa do canto, lá estava ela. Ainda não se tinha apercebido que eu tinha chegado pelo que me dirigi à mesa e me sentei.
- Olá. - disse olhando-a.
- Olá doce, estava com medo que não viesses. - cumprimentou enquanto chegou-se à frente e me deu um beijo no canto da boca.
- É bom que não começes com essas coisas, eu não te conheço. 
- Olá, prazer eu sou a Karol tenho 25 anos e moro em Bremen. - ela devia de gostar de ironia.
- Ok prontos. Que vais tomar? - perguntei-lhe assim que vi o funcionário a chegar-se à nossa mesa.
- São dois sumos naturais de laranja, por favor. - pediu ela e o funcionário assentiu.
Neste momento estava tão arrependido de ter aceitado sair com ela. Não era de todo o meu tipo de rapariga, nem se aproximava sequer. Era bastante intrometida e eu detesto isso.
- Eu não disse que queria sumo de laranja. - disse-lhe sério.
- A laranja faz bem ... vá, fala-me mais de ti. 
- O que queres saber? - perguntei-lhe.
- Sei que o teu nome é Bill Kaulitz, o famoso vocalista da banda que infelizmente acabou, os Tokio Hotel. Tens um irmão, vocês eram um sucesso, estiveste bastante mal por causa de uma ex-namorada ... fala-me mais, sei lá, tens animais de estimação?
- Andas-te no google foi? Sim tenho animais, e acredita que gosto mais dos meus cães do que certas pessoas. - respondi de forma seca.
- Gostavas mais da tua namorada ou dos teus cães? - estava a ir longe demais!
- Não achas que já estás a abusar? Eu não te conheço de lado nenhum, apenas tivemos 15 minutos de prazer juntos ...
- 15 minutos que não me importava nada de voltar a repetir meu doce, ainda para mais agora que estás sozinho... é triste não é ?
- Triste está a ser esta conversa toda que não têm nem pés nem cabeça. - ela estava a aborrecer-me e por mim ia já embora.
- Prontos, não falo mais. Queres saber mais sobre mim ? - brinca, brinca.
- Não tenho curiosidade, obrigado. 
Os sumos acabavam de chegar, beberiquei um pouco do meu. Queria acabar o sumo e ir-me embora, estava sem cabeça para aquela loira.
- És sempre assim? Talvez foi por isso que a tua namorada deixou-te ... como é que ela se chamava mesmo ?
- Importas-te de parar de falar nela? - já estava a enervar-me, detestava que falassem na Ana.
- Espera, Ana ... oh sim a Ana, é uma miúda fantástica mas muito parva, por uma simples razão! Deixou um rapaz como tu, onde é que isso já se viu?
- De que é que tu estás a falar?
- Ouvis-te bem ... tu estas sempre a renegar-me mas mal sabes que eu tenho umas informações a dar-te, queres ouvir?

 

publicado por nobody tavares às 10:15
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Terça-feira, 10 de Julho de 2012

I hate myself for losing you - cap.9

Well, mais um capítulo pequenino .. e porquê? Porque depois disto, vai haver novidades ... e que novidades ! Vou agendar o próximo capítulo visto que vou para o campismo, gostava muito de ler os comentários assim que o postasse mas como não vou estar cá vou ter que "aguentar os cavalos" e esperar para depois ler. 
Muito obrigada pelos comentários :3

 
Depois de termos metido a conversa em dia e de termos acabado de almoçar, demos um pequeno passeio pela praia, hoje não iria trabalhar de tarde pois o chefe tratava de ficar ao serviço. 
Estávamos a falar da última Tour que fizemos como banda, foi no penúltimo concerto daquela gigantesca Tour que o Gustav a tinha pedido em casamento, foi um momento super especial, todos sabíamos que ele iria fazer essa surpresa, a Ana e a Maggie nesse mesmo dia tinham ido às compras com ela, pois após o concerto eles foram jantar e aquela ocasião merecia uma roupa elegante. Foi em Londres, que ele assumiu perante todos os nossos fãs, que a amava, que ela era a mulher da vida dele, que era ela que o fazia feliz, que o fazia sentir vivo e que sem ela ele não era nada, foi um momento comovente. 
- Lembro-me que no momento em que subiste ao palco, eu olhei para trás da cortina e acenei à Ana ... gostava que tudo tivesse sido diferente. - disse-lhe mostrando um sorriso triste.
- Eu também gostava que tudo tivesse sido diferente com vocês os dois, e o que eu queria mesmo agora era saber dela. Tenho muitas saudades dela ... - disse Katrin olhando para mim.
Andamos mais um pouco e sentamos-nos na areia húmida, peguei num pau que por ali estava e comecei a rabiscar na areia. 
- Achas que ela ainda está na Alemanha? - perguntou-me Katrin. 
Não sabia o que responder. Eu pensava muitas vezes nisso também mas tinha sempre as minhas dúvidas, pois se ela foi embora para acabar com tudo de uma vez acho que não fazia sentido ficar na Alemanha, era duro pensar nisso mas eu acreditava que ela não estaria por perto, caso ela estivesse acho que já a tinha encontrado.
- Eu acho que não. Quer dizer, não faz sentido ... se ela se foi para acabar com tudo de uma vez, achas que ela ficaria longe e perto ao mesmo tempo? 
- Não sei. Eu queria tanto que ela estivesse agora mesmo aqui. - éramos dois, mas nem tudo é como queremos.
O meu telemóvel começou a tocar, retirei-o do bolso do casaco e atendi.
- Olá meu amor! Então como está a ser o teu dia? - Karol, alerta.
- Olá, está a ser calmo e o teu ?
- Agora acalmei, estava ansiosa por te ligar. Achas que podemo-nos encontrar esta noite? - não, isso já era outra coisa.
- Esta noite não dá. - eu queria dar uma oportunidade mas não sei.
- Tens namorada é isso? - antes tivesse !
- Não, mas hoje já tenho planos e que tal amanhã, depois do meu trabalho? - porque não ?
- Acho bem! - esperava que após esta saída ela percebesse que eu não quero nada com ela.
- Fica combinado, eu mando-te uma mensagem a combinar melhor as coisas, tenho de desligar agora. Passa bem. 
Desliguei e coloquei novamente o telemóvel no bolso, baixei o olhar sobre as minhas mãos sentia o olhar de Katrin sobre mim. 
- É tempo de seguir em frente Bill, a Ana era a própria a dizer que o caminho é para a frente porque atrás vinha gente, ela seguiu e é tempo de tu fazeres o mesmo. Não estou a dizer para te apaixonares por essa loira mas ao menos sais, divertes-te e vais conhecendo novas pessoas. - quando ela falava, dizia tudo.
Continuava com o olhar baixo, pensava nestes anos que se passaram. Nada me dava certezas que ela continuava na Alemanha, que ela ainda me amava. Eu não duvido do que sinto por ela e por mais tempo que passe o sentimento vai permanecer, ela é a mulher que ocupa os meus sonhos de felicidade mas algum dia tenho de seguir em frente e mais uma vez vou deixar que as palavras da minha melhor amiga me ajudem. 
- Tens razão, eu vou seguir em frente, pelo menos vou tentar. - estava convicto no que acabava de dizer.
- Fazes bem. Achas que já podemos ir indo meu anjo? Daqui a pouco tens o agente da imobiliária a ligar-te. 
- Sim, sim vamos indo. Estou ansioso, quero tanto o meu cantinho. 
Estávamos à entrada do apartamento, esperávamos que o agente imobiliário chegasse. A entrada era moderna e simples. 
- Boa tarde, Bill Kaulitz, certo ? - era um homem com os seus 40 anos, baixo, cabelo cinzento, simpático.
- Boa tarde, o próprio e esta é a minha amiga, Katrin. - apresentei-me e apresentei a Katrin.
- Gosto em conhecer-vos, vamos entrando? 
Mal podia esperar por estar dentro do apartamento, queria ver se fazia o meu estilo e a vista, pois pelo que deu para reparar era algo bastante bonito, digamos que o extenso oceano azul é divino. Era um prédio junto à praia, era uma zona calma e acho que isso conta bastante.
Entramos dentro do apartamento, o hall cativou-me, era bastante espaçoso. Vimos o resto do apartamento. Podia dizer logo que ficava com ele mas resta-me ver a moradia. Amanhã tinha que dar uma resposta mas por mim, ficava com ele. 
publicado por nobody tavares às 17:23
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Sexta-feira, 6 de Julho de 2012

I hate myself for losing you - cap.8

Olá :)
Desculpem ontem não ter postado mas aqui está, é pequenino, bastante pequeno mas amanhã ou domingo postarei outro e preparem-se pois esse vai ser BIG e vai ter muitas mudanças e acontecimentos ... deixem-me saber o que acharam e obrigada mais uma vez ♥


O sono tinha-me tomado por completo até que ouço o barulho do telemóvel a tocar. Abri um olho e olhei para o relógio, este marcava 04:45h, quem estaria a ligar-me a esta hora? Quem quer que fosse ia ouvir e das boas.
- Quem fala? - bombardeei assim que atendi o telemóvel.
- Estavas a dormir querido? Imagino como deves ser a dormir, completamente nu, soado.. - ok não podia ser, era ela.
- O que é que tu queres?
- Simples amor, quero-te a ti e só a ti. - ela estava louca, no que é que o meu irmão me foi meter.
- Ok, tu deves estar bêbeda por isso vou deixar isto passar, boa noite.
- Não, não estou. Estou em casa só que estava aqui a lembrar-me de ti, uau! És um autêntico leão! - isto estava já a tirar-me do sério.
- Ouve, eu não quero nada contigo e por favor apaga o meu número. - disse-lhe, agora esperava que ela percebe-se.
- Não, não e não ! Porque que não me dás uma oportunidade hun? Podíamos-nos conhecer melhor, muito melhor ... - as sugestões dela não me agradavam, de todo.
- Liga-me amanhã, tenho de descansar, amanhã trabalho.
- Ok meu doce, amanhã ligo-te. Vá, sonha comigo. - era para gozar ainda mais com a minha cara.
Depois de desligar o telemóvel, atirei-o para cima da cama e levantei-me. Precisava de apanhar ar e fumar um cigarro.
Abri a porta da varanda e saí, pegando num cigarro e acendendo de seguida. Pensei em tudo o que aconteceu e no que estava a acontecer. Apenas tivemos sexo, apenas meia dúzia de minutos de prazer, será que ela não entende isso? Eu não quero nada com ela, não. Espero que ela me deixe em paz, quero poder andar com a minha vida para a frente e isso não a incluí. Depois de apagar o cigarro, entrei novamente e fechei a porta. Peguei novamente no telemóvel e digitei uma mensagem para a Katrin, na mensagem convidava-a para almoçar comigo. Agora que estava desperto devido aquela que nem o nome me lembro, não me apetecia voltar a dormir. Abri a gaveta da cómoda e tirei de lá o meu caderno, apetecia-me escrever.
<< Desculpa, mil e uma desculpas. Desculpa pelo tempo que te neguei, desculpa pelo que falo de ti, desculpa pelo amor que devia de ser ainda maior, desculpa pela dimensão do sentimento, desculpa por tudo o que faço, desculpa por aquilo que não fiz e devia ter feito enquanto era tempo, mas acima de tudo desculpa-me por ser um fraco inútil. Desculpa-me meu amor. >>
Pousei a caneta sobre o caderno, as minhas lágrimas rolavam pela minha face. Se eu tivesse feito tudo de maneira diferente nada estaria como está agora. 
As horas acabaram por passar enquanto via televisão e o relógio já marcava as 07:00h, hora para levantar, arranjar e sair de casa.
Vesti pela segunda vez a minha camisola do soundcloud seguida das calças pretas e dos ténis também eles de cor negra. Já pronto desci até à cozinha, pegando numa maçã verde, as minhas preferidas e saí. Mais um dia começava. 
Hoje estava muito pouco movimentado o bar, não tínhamos os alunos de ontem, mas amanhã eles voltariam. 
Fiz alguns telefonemas e marquei duas visitas, uma a um T2 e outra a uma moradia, vou ver ainda hoje mas agora era hora de almoço e olhei para o meu telemóvel que tocava em cima do balcão e vi que era a Katrin, já me esperava.
Estava ela sentada olhando e acenando assim que me viu, acenei de volta. 
- Então princesa ? 
- Bill tenho uma notícia para ti ! - dizia ela batendo palmas.
- Ai sim? Boa, espero eu ... - sim, notícias más era tudo o que eu não precisava.
- A tua afilhada vai nascer antes do fim do mês, pelo que o médico disse... 
- Assério ? Não posso ... que linda ! - estava muito feliz, já faltava pouco para ter a minha pequenina nos braços.
- Mas passando isto à frente, sei que queres falar comigo, que se passa ? - já olhava para mim com uma expressão diferente.
- Lembras-te da situação que te contei no outro dia ? Encontrei essa rapariga, eu estava a vir embora do bar com o Tom e a Maggie e ela veio atrás de mim e prontos .. 
- E prontos o quê Kaulitz ? Outra vez ? - ela não estava a perceber.
- Não ! Apenas foi o parvalhão do Tom que lhe deu o meu número e esta madrugada ela voltou a chatear-me. Eu não quero nada com ela, mas ela teima em sairmos. Que faço ? 
- Porque não arriscas ? - devia ou não arriscar ?
- Talvez ... mas mudando de assunto, hoje tens de vir comigo, vou ver umas casas, vou mudar-me tal como te tinha dito. - mal podia esperar para ver as casas e ela iria de certeza dar-me a melhor ajuda.
- Vou sim meu querido. 
publicado por nobody tavares às 19:07
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